Apenas um nome formal para o famoso, bom e velho DIÁRIO. Palavrinha que definiu o início da blogosfera e que hoje vemos muito pouco. Ou seja, essa categoria aqui não é pra dar dica de lugar bonito, não é reflexão sobre séries nem sobre a vida, é uma narração sobre o dia, uma descrição de rotina da minha vida mesmo. Eu faço isso em cadernos também, mas como já mencionei antes, vou querer fazer no blog. Acho legal porque dá pra explorar o uso das palavras fazendo descrições de sensações e detalhes dos lugares. Se faço isso no Face, me sinto meio fútil e alienada,  já que a maioria da minha timeline está sempre engajada em questões sociais e políticas por ali.

Agora sendo sinceríssima: Minha vida está um loop de repetições, nada de novo em todos os dias, o que me deixa bem chateada e ansiosa. Tipo um bebê, que fica mais ativo, criativo, energizado, empolgado e inteligente a cada novo estímulo sensorial. Então, eu também sou assim. Ousaria dizer que todos nós somos, mesmo sem ter ido atrás de nenhum dado científico pra confirmar. Só que achamos que já sentimos de tudo o que é possível para o nosso desenvolvimento e nos acomodamos no vazio-bloqueio existencial-criativo-emocional.

Às vezes bate uma crise…de tipo, tanta coisa ruim no mundo, e eu escrevendo um blog sobre minha vida? Acho que muita gente na minha geração sente esse mesmo bloqueio/culpa, em ter privilégios e compartilhar momentos bons, como se isso fosse ofender o resto do mundo. Mas aprendi a ver sob uma nova perspectiva: A de que temos que cuidar de nós antes de qualquer coisa, descobrir nossa paz de espírito e nosso equilíbrio emocional de forma, talvez, mais egoísta e individualista (mas também inspiradora, motivadora e ¨empatizadora¨) e aí aproveitar as oportunidades e atalhos do nosso privilégio pra nos tornamos pessoas plenas, leves, para aí sim, ter forças para agir por um bem maior e mais difícil, que normalmente não conseguimos se não temos ainda inteligência emocional e paz de espírito suficiente para tal.