PEQUENO IMPULSO AOS MEDROSOS E EMPACADOS


♫¨We have come to far to give up who we are¨

 
Minha cabeça é um ninhozinho maluco. Tô num processo de auto descoberta bem grande. O que é bem doido e uma tortura psicológica às vezes, porque há 3 anos atrás eu tinha tanta certeza de tanta coisa (em relação a mim, não ao mundo), e agora parece que to engatinhando de novo. Enfim, escrever sempre foi minha válvula de escape. Mantenho diários desde os 14 anos, e quando pego pra ler sinto como se eu sempre avançasse um pouco pra achar a saída do meu labirinto mental.

O ponto de falar isso é que vou tentar voltar a fazer textos mais pessoais aqui. Sempre fico apreensiva porque parece que estou me expondo muito, tenho medo de parecer desinteressante, ou louca, ou pretensiosa, ou até de fugir do foco do que eu quero que vire isso aqui. Mas ao mesmo tempo eu tenho um amor e carinho tão  grandes pelo blog que se eu deixar muito engessado nos temas vou sempre travar pra escrever.

Não é a toa que estou empacada há 2 meses sem postar nada. Estava eu travada quando lembrei que no X-Men – Dias de um Futuro Esquecido o professor Xavier tá na sofrência-depressão-bruta e perde o controle sobre a própria mente, e a mente dele é onde está todo o poder dele (e de todos nós, eu ousaria dizer, mesmo que não sejamos mutantes) e ele diz que só consegue ser funcional se estiver apaixonado pela coisa, acreditando e focado, se fizer com o coração, e por estar em crise existencial ele não vê sentido na própria vida, e perde a paixão pelas ações e, em consequência, o controle da própria mente (já que a mente depende das paixões). Se minha escrita não sai com inspiração e paixão e emoção eu também travo ou acho tudo uma porcaria. Ele também fala a seguinte frase, que é o que me colocou no modo Foco hoje:

 

¨ Acredito que o foco de verdade está entre  a raiva e a serenidade¨ – Prof. Charles Xavier.

 
Antes eu queria que cada post fosse uma coisa muitíssimo especial-única-inesquecível-focado-direcionado-inovador. Mas num home office entre 4 paredes e recebendo poucos estímulos por dia fica bem difícil fazer esse tipo de super conteúdo fluir.

Esse final de semana assisti um documentário do Woody Allen que fiquei apaixonada e me deu um impulso. Polêmicas sobre o cara à parte, as temáticas sobre existencialismo, amor e neuroses femininas dos roteiros dele sempre me agradaram e ajudaram muito.

No documentário ele diz que já sugeriram que ele fizesse um filme a cada dois anos pra ser algo muito especial. Ele disse que isso não fazia o menor sentido, que ele sai tentando, até que, ocasionalmente, alguma das produções vai dar muito certo, e é bem isso que acontece. Os filmes que ele achava que ia ter menos sucesso foram os que mais tiveream e vice-versa.
 

 
Outra coisa que dá uma segurança em escrever coisas mais pessoais é pensar que pode não interessar a ninguém, mas penso que pode servir pra mim mesma depois de um tempo, e se ajudar as pessoas, melhor ainda. Já Aconteceu, com esses dois posts aqui e aqui sobre depressão pós intercâmbio.

Alguém pode vir aqui buscando, exclusivamente, dicas de viagem, mas se esse alguém se identificar com a minha visão, com a minha personalidade, com meus sucessos e com as minhas vulnerabilidades, meu produto vai ser bem mais útil, e o conteúdo vai acabar ficando mais bem direcionado do que um monte de post parecido, repetitivo e engessado.

Essa transparência e conexão é o que funciona pra mim na hora de me apaixonar por blogs, e acho que funciona pra muita gente, vide o sucesso de canais simples e autênticos como o da Jout Jout.

Encerrando com um conselho pra quem tem medo de começar. Só vai e faz. Se desapega dos padrões, seja você mesmo, que com o tempo o que você tem de único vai sobressair. E como disse o Woody, entre 1000 produtos, uma hora um vai se destacar.

Salvar

Salvar

Salvar