Vance Joy – Riptide (Live)


UPDATE : escrevi esse post em fevereiro e só estou publicando hoje! Eu tinha a sensação de que nunca estava bom o suficiente. Agora li e achei ótimo e nada a ver ficar no rascunho.

UPDATE 2: fiz esse post em dezembro de 2015/janeiro de 2016 e agora, um ano depois, transferi ele pra esse blog porque o blog onde ele estava virou outra coisa. 🙂


¨Tô pra ver quantas vezes vou te ouvir dizer ¨maior doideira da vida¨, foi o que a minha amiga me falou quando eu contei que estava voltando a morar em Floripa por um tempo, depois de 3 anos em Ribeirão (sendo que cogitei a ideia em um domingo e na terça eu já estava aqui trabalhando). Demorei tanto pra escrever esse post, mas agora, finalmente, com o corpo e mente adaptados a mudança repentina e bem intensa de rotina e depois de bastante gente me perguntar ¨voltou pra Floripa?¨, e quase até chegando ao fim da temporada, estou fazendo um post falando sobre isso.

Essa vinda pra cá foi a minha segunda grande loucura de 2015. Foi um ano bem monótono, mas em dois surtos de coragem eu dei um jeito de compensar todo o medo e a insegurança que me carregaram durante 90% do ano. A primeira delas foi viajar até o Espírito Santo pra encontrar um menino que conheci em um fórum de filme da internet (poisé). E a segunda foi há pouco mais de um mês e meio atrás. Tô a um tempo escrevendo esse post e nunca consigo concluir, ou porque a internet cai, ou porque começam a conversar comigo, ou porque simplesmente estou em paz com o meu presente e curtindo as oportunidades de ser feliz que aparecem (reconhecendo o quão raras e maravilhosas elas têm sido).

Como foi a volta

Tava eu nessa bad quando vi no Facebook que estavam precisando de recepcionista durante o verão no Tucano House s2  , um hostel bem foda de Floripa, onde eu já tinha me hospedado uma vez. Pensei ¨poxa, lá é muito massa, deve incrível trabalhar ali durante o verão, pena que é tão longe e impossível pra mim¨. Depois de 10 minutos minha melhor amiga, que viu a mesma vaga no Facebook, comentou comigo ¨ei, Lara, por que vc nao tenta a vaga do Tucano?¨ Eu estava em uma fase horrível, fazendo de tudo o que eu podia pra me ajudar, exercícios, corridas, tutoriais de tudo o que é coisa, mas a cabeça sempre longe, sempre ansiosa, e com uma sensação de tristeza intensa. Resolvi testar a capacidade do pensamento positivo, minha família me apoiou, e eu me joguei pra fazer o teste, mesmo sem garantia, e deu que no fim está dando tudo muito certo (com altos e baixos e muitos aprendizados como tudo na vida), e eu estou me sentindo muito bem, sentindo coisas novas, percebendo o mundo e a possibilidades de novos ângulos, e principalmente, aprendendo estar presente. (coisas que não aconteciam a tempo).

É como se os ultimo 3 anos tivessem parecido 1 mês, e os últimos 2 meses parecessem um 1 ano. Ainda não caiu muito minha ficha que eu me joguei pra cá. A relação com o tempo está totalmente diferente, mas o que eu estou tirando dessa loucura e intensidade que foram esses dois meses é que se a gente não tem esses lapsos de coragem e fica pensando muito, restrito ao que o seu ciclo pessoal tem como limite do possível e do certo, não sai do lugar.

Foto 1 e foto 6: P12 que eu passei a vida tendo preconceito por causa das pessoas que frequentam e passou. amo P12, P12 seu lindo. hoho.

Foto 2: De bike pela lagoa com as lindas que trabalham comigo e uma hóspede alemã que ficou conosco 20 dias. Indo pra Joaquina.

Foto 3 e foto 5: Pulando em alto mar no Barco Pirata de Canasvieiras com uma marca ridícula de shorts porém foda-se.

Foto 4: Passeio pra Guarda do Embaú. s2.

Tá sendo intenso, e isso é bom. :)

Não sei se esse post tem muita utilidade pra vida das pessoas, mas eu realmente achei importante registrar aqui esse momento, pra eu voltar e ler depois mesmo. Agora to escrevendo da Lagoa da Conceição, depois de jantar um açaí gigantesco.

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